Isaac
Newton tinha um interesse muito grande por física e por coisas em
movimento. Ele passou a dizer que as coisas que se movimentavam eram
“fluentes”, e que a variação que essas coisas sofriam no tempo eram os
seus respectivos “fluxos”. Entretanto, como medir o fluxo, ou seja, a
variação de algo no tempo? Newton já sabia essa resposta: obtendo
tangentes. Se o movimento de um fluente fosse desenhado como uma curva
em um plano cartesiano, então o fluxo deste fluente em um determinado
ponto seria dado pela tangente à curva neste ponto. Ao saber essa
resposta, Newton deparou-se com um outro problema: como calcular
tangentes? Esse era um problema tão grande e tão antigo que era
conhecido como “o problema do cálculo de tangentes”. Newton
preocupava-se muito com esse problema, pois ele o permitiria calcular as
taxas de variação instantâneas, ou seja, os fluxos de um fluente.
Como
o problema da tangente era antigo, matemáticos anteriores a Newton,
como René Descartes e Pierre de Fermat, já haviam feito tentativas de
resolvê-lo. Descartes propôs o método das normais, que consistia em
traçar uma circunferência tangente à curva no ponto desejado e utilizar o
raio do centro para achar a tangente, enquanto Fermat desenvolveu o
método da adequalidade, que é parecido com as derivadas utilizadas hoje
em dia. Esses precursores e seus métodos foram importantes para Newton
desenvolver o seu Métodos dos Fluxos.
O
problema da tangente é interessante e foi importante para Newton, mas
ele não é o único ponto chave do Cálculo. Outra questão igualmente
importante é o cálculo de áreas, um problema ainda mais antigo, que teve
muitos precursores.
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